Página atualizada
em
06/03/2010
(uma das muitas
caricaturas que me mandam...)
Meu nome é Luiz Antonio Vargas Pinto.
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Professor da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (FACENS) 1988-1990. |
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Professor da Academia Superior de Ensino na disciplina de Sistemas Operacionais 2007 |
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Professor do Curso de TI do Colégio Objetivo de 1985 a 2005 e 2007 |
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Professor da atual ETEC Fernando Prestes nas diversas disciplinas de TI. |
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Instrutor de elétrica no SENAI "Gaspar Ricardo Junior" - Área Elétrica de Março de 2005 a Julho de 2006. |
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Técnico de ensino no SENAI "Prof. Dr. Euríclides de Jesus Zerbini", atuei na área de Eletrônica entre Agosto de 2006 a Fevereiro de 2007 . |
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Professor da ETEC Bento Quirino em Campinas na disciplina de Sistemas de comunicação, também entre Agosto de 2006 a Fevereiro de 2007. |
Atualmente ministro aulas nas áreas Eletrotécnica, Eletrônica, Mecatrônica e Telecomunicação da ETEC Rubens de Faria e Souza onde trabalho desde 1992.
| Louvar á Deus |
| Hardware e Software |
| Vírus de computador e Sistemas Operacionais |
| Violão e Canto |
Iniciei minha carreira como
professor de Matemática e Química quando ainda estudante de
Engenharia em 1979.
Em 1982 fui aprovado no concurso para
professores do Curso Anglo Vestibulares - e em 1982 ministrei aulas de
Física no colégio daquela unidade.
Em 1985, já formado em
Engenharia Elétrica, fui convidado para ministrar aulas no
colégio técnico de Processamento de Dados do Colégio Objetivo.
Simultaneamente em 1986 comecei a trabalhar em Campinas, pela
ENGEMATIC - Instrumentação Hidráulica e Pneumática S/A, dentro
do Centro Tecnológico para Informática, um órgão do SEI -
Secretaria Especial de Informática - no Instituto de Automação
no Departamento de Controle de Processos na seção de Controle
de Tempo Real.
Ali aprendi muito sobre
sistemas de Hardware e Software, porque paralelamente todos os
elementos daquele departamento estavam envolvidos com teses de
mestrado e doutorado na UNICAMP - e exigiram muito de mim. Dei
duro para acompanhá-los, e mesmo muitas vezes não sendo muito
bem compreendido, sempre fui humilde para com meus mestres e
assim pude aprender muito.
Sempre fui determinado e
sempre procurei ser inovador e criativo. Assim, fiz um curso da
graduação de Engenharia elétrica da UNICAMP -
microcomputadores
(Hardware). Nesse curso aprendi
muito sobre software Real Time.
Ali desenvolvi exercícios com um sistema de
barramento paralelo, onde tinha a mão todo o sistema e
podia ver o efeito dos programas Assembly do 8085 quando atendia
alguma interrupção que eu programara.
Sempre fui aficionado
por inovações - inovei usando uma técnica de Dual Memory em um projeto
de Hardware na Dräger do Brasil em 1991 onde duas CPUs Z80
conversavam com uma área de RAM comum.
Foi no Centro Tecnológico para Informática de
Campinas que aprendi a trabalhar com hardware e software de
comunicação Serial RS-232C, que era o princípio de
comunicação em rede.
Desde 1982 já estava em
contato com vírus e suas raízes, ainda que naquela época pouco
se falasse especificamente sobre vírus - eles se acentuaram fortemente á partir de 1985/86, a partir do qual explodiram
(literalmente) com o mundo da informática.
Eu vivi tudo isso e paralelamente ministrava aulas - eu sempre
ministrei aulas - muitas vezes, vinha direto de Campinas, e sem
descanso e nem jantar, ia direto para o Colégio Objetivo e ministrava
minhas aulas.
Em 1987 até 1990, foi muito excitante - ministrava técnicas de
programação PASCAL e linguagem de programação Assembly do 6502
(APPLE) - Fantástico.
Eu sempre acompanhei a evolução tecnológica. Quando mudei
para o ambiente Windows comecei a desenvolver aulas sobre aplicativos e a
estrutura interna do Windows 3.XX
Em 1987 comecei um projeto inusitado. Decidi que, com a experiência que eu já tinha, era chegada a hora de dar um passo maior. Desenvolvi em horas de almoço e muitas horas da noite sem dormir, o projeto de um controlador digital de processos com o Z80. Mas não tinha como testar o projeto - faltavam recursos.
Na época eu era
engenheiro de Software da SESA - Standard Elétrica S/A. Decidi sair da empresa, comprei um drive de 3½ para
um MSX que eu possuía e voltei para
Sorocaba, passando a ganhar o equivalente á 30% do salário que a SESA me
pagava (coisas do Vargas).
Nessa época minha mulher foi fantástica e, não só não me matou, como me apoiou
muito.
O projeto não saiu exatamente como eu esperava. Eu não
tinha equipamento para testá-lo, então resolvi desenvolver um
analisador digital com 8 canais de 1 MHZ para, pelo menos, poder
trilhar a ação nas memórias do protótipo, e o MSX faria a
parte gráfica.
Foi um trabalho extenuante, cheio de reveses - queimei a placa digital do
Analisador por falha na
fonte de alimentação (aprendi que circuitos TTL são
extremamente frágeis). No final, com pouco dinheiro senti que era hora de arrumar outro emprego.
No final de 1988 falando com o Prof. Alberto Deluno - pessoa maravilhosa - me deu a oportunidade de lecionar na FACENS - Faculdade de Engenharia de Sorocaba. Naquela época fui contratado como Prof. Assistente. Naquele mesmo ano iniciei um projeto pessoal, que até hoje não terminei - Um processador hipotético.
É complicado conciliar aulas, atividades profissionais e a família - sempre alguém perde.
Esse era um projeto de software que permitiria ensinar a programar em Assembly em um processador virtual. Um processador com 32 instruções específicas cuidadosamente criadas, que permitiria ao aluno aprender a programar em binário, conhecer conceitos profundos de Compilação e finalmente Assembly. Aí vi minha atenção voltada para as revistas. Decidi publicar um artigo.
Em 1990 publiquei um artigo na revista Micro Sistemas
nº 98. Foi muito boa experiência,
com amplo apoio da revista, onde uma tarja amarela na capa tinha o título de meu
artigo, e no editorial palavras de muita força.
Na faculdade, a
bibliotecária gentilmente "xerocou" e colocou no painel da FACENS; alguns amigos
me parabenizaram - o Prof. Deluno foi um deles.

Foi muito emocionante ver a revista em todas as bancas; não me trouxe notoriedade e, menos ainda, dinheiro, mas a sensação de poder fazer algo complexo foi incrível.
Decidi então pular mais alto: escrevi um livro com 260 páginas.
Pode parecer até simples, mas não
é. Escrever um livro como eu fiz, não. Usei de tudo que tinha na
época - MSX, PC XT, Scanner de 16 tons, fotografias com ASA 400 em preto e
branco, tudo.
Não tinha muito tempo, por isso usei o
pouco de tempo das madrugadas e sacrifiquei mais ainda minha família. A
dedicatória do livro foi para eles, grandes heróis anônimos:
minha esposa Janete, ao Júnior e a Aline
Aos três pela paciência e apoio.
"O caminho da ciência muitas vezes cruza com a vida pessoal daqueles que estão em busca do saber, e com certeza, pouco se conseguiria fazer sem a compreensão daqueles que ficam sem nossa presença no exercício dessa atividade. Que DEUS ilumine a todos vocês."
Depois de escrito foi
fácil. Andei de editora em editora e não consegui publicar. Alguns me
disseram:"esse é um livro de prateleira, para consulta, vende pouco".
É, eu sei que eles estavam certos; no Brasil a leitura de pesquisa só serve
para acadêmicos. E assim foi. O mais perto que estive de uma publicação
foi pela editora da Fundação Ubaldino Amaral, através da indicação de um
ex-aluno que me pôs em contato com o Geraldo Bonadio, grande pessoa e que me
apoiou, lendo e dando apoio pelo trabalho me dizendo: "...é digno de
publicação, vamos tentar!".
Mas ficou três anos na prateleira
esperando. Um dia fui até lá e simplesmente o peguei e coloquei em minha
prateleira, com sua capa dura cor de vinho e letras douradas - meu troféu.
Quero frisar aqui que todas as pessoas que conheci
foram fantásticas e em momento algum desabonaram meu trabalho - valeu.
Conheci pessoalmente o Geraldo Bonadio, O Marco Antonio (da Érica) o Renato Degiovani da editora Aleph.
Depois disso acho que perdi o apetite por publicações, mas não
por escrever. Escrevi diversas apostilas sobre os mais diversos assuntos
técnicos. Não por dinheiro, mas por prazer. ...É muito melhor.
Em meados de Outubro de 1991, me inscrevi
para o concurso para professores do Centro Paula Souza, da ETE Rubens de Faria e
Souza e ETE Fernando Prestes.
Passei em primeiro lugar no Fernando
Prestes, mas como não era formado na área, o meu salário seria muito baixo;
assim mesmo como último colocado, optei pelo Rubens de Faria e Souza, como Professor
"C".
De lá até os dias de hoje, entre altos e baixos ainda ministro aulas. Para mim, ensinar é um dom de Deus e nossa função é participar da educação de milhares de jovens egressos no mercado de trabalho. Isto me dá um certo orgulho - de saber que eles terão uma chance de conseguir trabalho com o que lhes ensinamos, e além disso, terão, dependendo exclusivamente de nós, uma formação moral, ética e social, das mais importantes.
Em 2005 entrei no SENAI "Gaspar Ricardo Junior", Unidade de Sorocaba como Instrutor do Curso de Eletricista de Manutenção (CAI - Curso de Aprendizagem Industrial) ficando lá até Julho de 2006 quando fui promovido para Técnico de Ensino em Campinas no SENAI "Prof. Dr. Euríclides de Jesus Zerbini" onde permaneci ministrando aulas de Eletrônica, até Fevereiro de 2007, quando por motivos familiares, precisei sair do Senai para retornar a Sorocaba.
Foi muito gratificante reencontrar meus amigos, e mais ainda em saber o quanto eu era respeitado por meus amigos. Aproveito para agradecer a Diretora, Sônia Maria Vagliengo Walter e ao coordenador de área, que na época era o Prof. Fausto pela receptividade, respeito e carinho.
Até a próxima.